at the drive-in - relationship of command

se me perguntarem algum dia “o que é pós hardcore?”, vou dizer “é isso aí, vacilão”. relationship of command, de longe, o melhor disco do atdi. download.

refused - the shape of punk to come

em ‘98, a tal “cena punk” era formada pelo pop bunda mole de green day e offspring e pelo tradicional bad religion e pennywise. o refused, que até então, era um banda “genérica”, lança the shape of punk to come e muda todo o esquema. levaram o punk hardcore a um novo nível, toda a doutrina esquerdista revolucionária com peso, passagens eletrônicas e divagações, criando um dos melhores disco do estilo e, com certeza, o menos convencional. download.

death from above 1979 - you’re a woman, i’m a machine

o death from above foi uma banda que surgiu em 2001, lançou esse disco em 2004 e terminou em 2006 (dizem que eles voltaram ano passado pra fazer alguns shows e algum dinheiro). essa capa virou uma das mais icônicas da década passada (rolando até algumas “brincadeiras”, né não udr?), e talvez é mais famosa que a própria música. dizem que eles eram o hype em ‘05, chamados de dance-punk e tal.

formado por um batera que canta e um baixista que também toca um sintetizador, eles tocam um som alto, distorcido, batera pegada e vários gritos, mas com um feeling de quem manja de melodia. acho foda. download.

turbowolf - turbowolf

o turbowolf foi a maior surpresa de 2011 pra mim. primeiro, pela maneira que fui apresentado. um bruxo simplesmente me passa o link do disco pois estava na categoria de “stoner rock”. segundo, pois esse ano não me empolguei em quase nenhum lançamento e o turbowolf quebrou a banca.
poucas informações da banda na internet, são inglaterra, bristol e não fazem um stoner rock genérico. esse grupo tem várias influências e conseguem algo muito incrível, um som único. um rock’n’roll psicodélico e pesado cheio de groove, tecladinhos sujos e uma atitude punk. download.

pink floyd - animals

por muito tempo, o pink floyd era pra mim, apenas darkside of the moon e the wall. com o tempo, wish you were here igualou-se e por fim, animals entrou nesse grupo também. faz sentido se pensar que todos estes discos foram gravados na metade dos anos 70 até o fim da década.

animals é a versão musical da revolução dos bichos, é o rock progressivo fazendo crítica ao governo. é uma viagem sem fim e uma maravilha de gravação. download.

robert plant & the band of joy - band of joy

band of joy foi a primeira banda do robert plant, vocalista do led zeppelin, mas não há nenhum registro de como era a banda na metade dos anos 60. esse disco é de 2010, uma reencarnação que fez um disco que é verdadeiramente, um prazer de ouvir. o folk americano encontra o folk inglês, num estilo blues-country acústico. download.

clutch - from beale street to oblivion

clutch é blues rock lenhador pra ouvir num v8. download.

fotos ruins de um um show foda. Down chutando todas bundas.

bonnie “prince” billy - i see a darkness

certa vez, eu escrevi tudo isso a respeito desse disco:

  Basicamente, a música deveria ser feita para causar emoções no seu ouvinte, as mais diversas possíveis. Muitas vezes ela acaba passando longe daquela que o próprio autor tinha intenção, algo como ficar super feliz ouvindo uma música lenta que algum cantor tenha escrita quando se lembrava da morte de sua família em um campo de concentração. A música de Bonnie ‘Prince’ Billy é simples: música triste que te deixa triste, mais ou menos como enfiar o dedo mais fundo na ferida.

   Seu nome real é Will Oldham e I See a Darkness é seu primeiro disco com o artístico de Bonnie. Já adianto de imediato que este é também seu grande disco e te poupo o trabalho de ler o resto. Artista daqueles que já se aventurou de diversas maneiras, começou a carreira com diversos nomes variando de Palace: Palace Brothers, Palace Songs, Palace Music ou apenas Palace. Trabalha também em filmes, fazendo “bico” de ator e acaba envolvendo-se em diversos projetos musicais e participações especiais. Foi nessa última que conheci o rapaz, a foto da capa do clássico Spiderland do Slint foi tirada por ele mesmo, Will Oldham.

   Seu som pode ser caracterizado genericamente por folk, mas vai além disso em certas vezes. Canções melancólicas acompanhadas por um violão, flerte com o country (alt-country) e arranjos mínimos que dão um toque tristonho. De tristonho passa a desesperador quando prestamos atenção em suas letras que pecam em esperança e sobram em dor. Incrivelmente essa mistura acaba resultando em um dos mais belos discos que eu já ouvi. Ok, eu não sou um grande ouvinte do estilo, mas esta constatação é mais que evidente.

   A primeira canção, “A Minor Place”, é talvez a música mais “charmosa” do disco, ou então “bonitinha”, é capaz de fugir até um sorriso entre seu piano e melodia tranquila, mas não vai muito longe. “Nomadic Revery (All Around)” é a segunda canção e também um dos destaques, classificada como Appalachian, adjetivo em inglês de uma música tipicamente regional, das mais profundas raízes da música americana, impossível ficar indiferente ouvindo-a. Ainda temos a música que leva o nome do disco que acabou ficando famosa quando o mestre Johnny Cash regravou em seus últimos discos (e que teve participação de Oldham), só isso já bastaria pra tu ouvir esse disco.

Mais algumas belas músicas como “Death To Everyone”, poesia amarga e sombria e “Madeleine-Mary” que chamam a atenção pela sua produção, esta última principalmente, uma música folk tipicamente Celta com guitarras com ecos de Dub. Para fechar o disco, “Raining In Darling” é a única música que podemos considerar “de amor”, mas bem, ela é a menor música de todo o disco.

e agora o download.

bon iver - for emma, forever ago

um pinta que se trancou numa cabana no meio da floresta por 3 meses e com um violão gravou um dos melhores discos de 2008 da década. download.